Categoria: Clínica Geral

Novembro 10, 2021

Tem medo de ir ao dentista? Saiba que não está sozinho. Essa preocupação a cada vez que precisa comparecer ao consultório dentário atinge até 4% dos portugueses, de acordo com estudos do Barómetro da Saúde Oral, realizado pela Ordem dos Médicos Dentistas.

Mesmo que a maioria dos procedimentos odontológicos não causem dor, o simples fato de serem examinadas faz com que as pessoas passem por momentos de stress. Esses sentimentos podem ser sintomas do que chamamos ansiedade odontológica, quando a pessoa tem uma sensação de desconforto quando chegar a hora da consulta. Preocupa-se excessivamente e pode ficar com medo sem razão aparente. Outra situação é a odontofobia, uma condição médica séria. É um medo intenso ou pavor. Pessoas com medo de dentista não são só ansiosas, mas ficam aterrorizadas e com pânico.

A fobia é um medo intenso e irracional. Pessoas com medo de dentista frequentemente deixam de lado por anos, às vezes até décadas, a sua rotina de cuidados com os dentes e a boca. Para evitar isso, acabam convivendo com doenças periodontais, dor e até dentes quebrados ou com aparência ruim.

Alguns dos sintomas odontofobia são:

– Sente-se tenso ou tem problemas para dormir na noite antes da consulta;

– Fica mais e mais nervoso enquanto aguarda na sala de espera;

– Tem vontade de chorar quando pensa que vai ao dentista; ver os instrumentos do dentista ou o jaleco branco dos funcionários do consultório já deixa você ansioso;

– O mero pensamento de ir ao dentista deixa você doente fisicamente;

– Fica em pânico ou tem dificuldade para respirar quando objetos são colocados na sua boca durante uma consulta regular.

Se essas descrições correspondem aos seus sentimentos, você precisa contar ao seu dentista sobre seus receios, medos e como se sente. Ele ou ela vai ajudá-lo a superar esses sentimentos mudando a maneira como você é tratado. O dentista também poderá sugerir a procura de atendimento psicológico.

Também temos algumas dicas para aliviar a tensão e o receio na hora de ir ao dentista. São atitudes que, aos poucos, podem fazer você se sentir mais confortável com a situação.

– Não adie uma consulta, pois o problema dentário pode piorar e o atendimento se tornar mais longo e doloroso;

– Converse com o dentista antes da consulta e diga quais são os seus medos e como está a se sentir;

– Perceba o que vai acontecer: tire todas as suas dúvidas com o médico dentista antes do início do atendimento ou tratamento.

– Oiça músicas durante a consulta: A abstração também funciona bem para algumas pessoas. Levar um telemóvel e uns auscultadores para ouvir as suas músicas favoritas pode ser uma boa opção.

– Leve um amigo, a presença na consulta de alguém que lhe é próximo é muitas vezes benéfico para a pessoa, que assim se sente mais acompanhada e, por isso, mais calma.

– Se for necessário, utilize um analgésico ou um ansiolítico fraco antes da consulta, desde que indicado pelo seu médico.

Novembro 8, 2021

A busca por um sorriso mais branco leva milhares de pacientes ao consultório do médico dentista anualmente. Hoje em dia, existem dois tipos de tratamentos para clarear os dentes, mas o mais utilizado tem sido o clareamento a laser. Além dele, também existem os caseiros, realizados com moldeiras e um gel especial.

No clareamento dentário caseiro, o paciente recebe uma moldeira feita sob medida e um gel próprio para aplicação do produto para ser feito em casa, sob orientação do dentista, tendo o paciente que utilizar a moldeira por um período de, mais ou menos, quatro horas diárias.

Já o clareamento a laser é feito no próprio consultório do dentista, com resultados mais rápidos e com aspeto menos artificial. Em alguns casos, uma sessão já é suficiente para que o paciente tenha o desfecho satisfatório.

A indicação do tratamento mais adequado vai depender sempre da avaliação do dentista e das condições da saúde oral do paciente. No entanto, o clareamento a laser possui algumas vantagens em relação ao feito com moldeira.

De forma geral, o procedimento a laser costuma ser indicado para pacientes com maior sensibilidade nos dentes, que buscam resultados mais rápidos e confortáveis. Dessa forma, as principais vantagens desse tipo de clareamento são:

– O tratamento a laser pode ser realizado, inclusive, por pacientes com maior sensibilidade nos dentes;

– Os tratamentos são rápidos. Já na primeira sessão, o paciente já conseguirá ver resultados satisfatórios de branqueamento dos dentes;

– Graças à velocidade, o tratamento proporciona maior conforto para os pacientes.

Novembro 3, 2021

A destartarização, ou limpeza dos dentes, é o principal procedimento que elimina o tártaro e a placa bacteriana dos dentes, permitindo assim, prevenir possíveis avanços de patologias inerentemente associadas.

A placa bacteriana e o tártaro são problemas bastante frequentes, afetando todas as pessoas. No entanto, tende a agravar-se nos casos em que não existe uma correta higiene oral, nas pessoas com hábitos tabágicos, ou perante uma predisposição causada por eventuais problemas de saúde ou hábitos alimentares indevidos, etc.

A eliminação do tártaro e da placa bacteriana é muito importante para evitar problemas mais graves como a cárie, a gengivite, a periodontite e até a perda dos dentes de forma precoce.

A destartarização é feita com um instrumento próprio que produz vibrações através de ultrassom. Estas vibrações em contacto com o tártaro conseguem desfragmentá-lo e separá-lo dos dentes.


O procedimento é sempre complementado com polimento dentário, que para além de polir o esmalte dentário, remove as machas de pigmentação existentes parecendo assim que clareia os dentes. A frequência aconselhada para que sejam efetuadas as destartarizações é de duas vezes por ano, ou seja, de 6 em 6 meses.

Outubro 27, 2021

A sensibilidade dentária é um problema muito comum, que surge quando há exposição de uma das partes interiores do dente: a dentina. Esta parte do dente possui vários canais, chamados túbulos, que estão conectados ao nervo localizados no centro do dente. Quando estes túbulos recebem estímulos, seja por temperatura – alimentos quentes ou frios – ou pela ação de escova de dentes, os nervos também são afetados e ocorre a sensibilidade dentária.

A sensibilidade dentária é uma condição que pode afetar qualquer pessoa, seja de forma esporádica ou contínua. No entanto, incide maioritariamente sobre os pacientes entre os 20 e os 50 anos.

Os fatores que mais causam ou aumentam a sensibilidade dos dentes são:

– Retração gengival

– Bruxismo

– Dente lascado ou fraturado

– Bebidas ácidas


Para reduzir o desconforto causado pela sensibilidade podemos tomar alguns cuidados como:

– Usar uma escova macia

– Evitar alimentos duros que possam fraturar o dente

– Evitar comer alimentos quentes e frios, um seguido do outro

Outubro 25, 2021

São os quatro últimos dentes da dentição humana, a terminar a fileira em cada lado dos maxilares superiores e inferiores. E compõem também o terceiro e último conjunto de molares a nascer, por norma entre o final da adolescência e os 20 anos.

Os dentes do siso são popularmente associados a sabedoria mas, apesar disso, existem algumas curiosidades sobre eles.

– Nem todas as pessoas desenvolvem dentes do siso ao

longo da sua vida;

– Os dentes do siso foram fundamentais para os nossos antepassados triturarem alimentos mais duros, como raízes ou nozes, sem ajuda de utensílios. Hoje em dia, a alimentação baseia-se em alimentos mais moles e recorremos habitualmente a ferramentas, por isso especialistas em biologia da evolução acreditam que os dentes do siso deixaram de ter uma função no corpo humano e que irão desaparecer com o passar das gerações;

– Os dentes do siso são os últimos a surgir na dentição completa do ser humano;

– Apenas é necessário remover dentes do siso que apresentem problemas de desenvolvimento ou que estejam, realmente, a impactar o alinhamento dos restantes.

Não costumam causar problemas se rompem a gengiva completamente e tenham uma posição normal, que permita uma boa higiene. No entanto, quando não há espaço suficiente na cavidade oral para que eles possam nascer normalmente, surgem problemas como

– Acumulação de alimentos em torno das gengivas e do dente, o que leva à inflamação na gengiva;

– Por não romper na totalidade, a higiene oral torna-se mais difícil o que poderá acabar por causar cáries;

– Uma inflamação na gengiva poderá levar a uma infeção mais grave, e até mesmo comprometer a zona do osso maxilar.

Outubro 22, 2021

Existem bactérias presentes naturalmente na boca que são responsáveis por transformar os alimentos, principalmente o açúcar e o amido, em ácidos. Quando estas bactérias unem-se aos ácidos e aos restos de alimentos na nossa boca acabam por formar uma placa. Os ácidos dessa placa dissolvem a superfície esmaltada do dente e dão origem à cárie.

São vários os fatores que contribuem para a formação da cárie, entre eles, uma dieta rica em açúcares e hidratos de carbono simples, assim como em alimentos que podem facilmente ficar presos aos dentes.

Quando sente a presença de uma cavidade, ou a ausência de uma parte do dente, muito provavelmente terá uma lesão de cárie dentária já avançada. A detecção de cáries numa fase inicial não é fácil e normalmente só consegue ser realizada por médicos dentistas.

Se notar alguma alteração de cor, como manchas brancas, amareladas, acastanhadas ou pretas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras), deverá consultar o seu médico dentista. As lesões de cárie entre os dentes podem ser potencialmente detectadas ao passar o fio dentário, uma vez que fica preso ou esgaça na sua presença. Quando sente dor, é sinal de que a cárie já atingiu a parte mais interna do dente (dentina).

O tratamento varia de acordo com a profundidade da lesão provocada pela cárie. Os tratamentos à base de flúor podem ajudar a curar as cáries no esmalte, mas para cáries mais profundas, os dentistas devem remover a cárie e preencher o espaço resultante. Ao não ser tratada corretamente, a cárie continua a desenvolver-se. Além disso, aquela que fica sem tratamento pode provocar a perda do dente.

Quando a cárie é tratada antes de provocar dor, é provável que se possa reduzir a lesão causada na polpa e se possa salvar uma maior parte da estrutura do dente. Para detectar precocemente as cáries, o dentista procura informar-se acerca da dor, examina os dentes e realiza testes com instrumentos adequados, podendo também recorrer às radiografias.

Outubro 20, 2021

O Cancro da Boca é o sexto tipo mais comum da doença em Portugal. Hábitos como fumar e beber aumentam, consideravelmente, as chances de desenvolver a enfermidade. No entanto, são poucos os portugueses que sabem que, à semelhança do que se faz para o cancro da mama, também para o cancro oral existe um autoexame, que pode ajudar a identificar precocemente lesões.

Durante uma das visitas ao médico dentista, o profissional pode ensinar como fazer adequadamente o autoexame da boca. De forma resumida, o autoexame da cavidade oral é rápido, mas precisa ser bem feito para que seja possível identificar sinais de problemas graves. E, como já sabemos, quanto mais precoce pudermos diagnosticar essas doenças, maiores são as chances de cura e menores as sequelas de eventuais tratamentos.

Realizar o autoexame da boca é importante não só para prevenção do cancro da boca como de doenças da gengiva e dos dentes.

Veja abaixo como fazer o exame:

– Remover, se for o caso, próteses dentárias e escovar os dentes;

– De frente para um espelho e com ambiente bem iluminado, analisar a pele do rosto e do pescoço, para ver se existe algum abaulamento, lesões avermelhadas ou outras alterações;

– Olhar a boca e a garganta no espelho;

– Com a ponta do dedo indicador, examinar cuidadosamente a parte interna das bochechas, percorrer as gengivas, as bordas laterais e a parte de cima da língua, além do soalho (abaixo da língua) e o céu da boca.

– Examinar o pescoço, comparando os lados direito e esquerdo.

– Observar a cor e textura das gengivas e dos lábios;

– Observar se há dentes fraturados;

– Feridas que não cicatrizam;

– Presença de úlceras acastanhadas ou brancas;


Ao notar alguma alteração consulte o médico dentista.

Outubro 18, 2021

As lesões provocadas por algum tipo de trauma na região da boca podem atingir face, os lábios, tecidos moles, dentes e/ou estrutura óssea de suporte. As lesões dentárias podem ir desde simples fissuras do esmalte até grandes fraturas da coroa e da raiz dentária, que podem ser irreparáveis. Além disso, os traumatismos dentários podem ter várias origens, como quedas, prática desportiva, acidentes de bicicleta e viação, violência física e o uso de piercings labiais ou linguais.

Nalguns casos pode ocorrer a avulsão do dente do seu alvéolo, quando este é expulso na totalidade da cavidade oral. Noutras situações o dente mantém-se íntegro, mas as estruturas de suporte são afetadas. Quando o trauma atinge os dentes e suas estruturas de sustentação, o médico dentista é responsável pela avaliação e indicação do melhor tratamento para o problema, que pode variar consoante o tipo de lesão que afetou o dente. Nos casos de pequenas fraturas, uma simples restauração pode devolver o dente à sua normal função e estética.

Já em casos mais graves, podem ser necessários outros procedimentos, como tratamento endodôntico, coroas ou facetas dentárias e até eventual colocação de implantes dentários para substituição de dentes irrecuperáveis.

Se sofreu algum acidente que afetou a região oral, faça uma avaliação connosco!

Outubro 11, 2021

As manchas brancas nos dentes, apesar de parecerem inofensivas, em muitos casos podem ser mais do que simplesmente um incómodo estético. Podem ser indicativo de cárie ou outros problemas.

A mancha branca provocada pela cárie corresponde ao primeiro sinal de desgaste do esmalte dental. Normalmente essas manchas surgem em locais onde o acúmulo de alimentos é localizado, como próximo à gengiva e entre os dentes, favorecendo a proliferação de bactérias e a formação de placas.

Outro fator que pode causar manchinhas brancas no dente é a fluorose dentária, uma patologia que afeta os dentes e que se desenvolve durante a sua formação. Esta afeção é desencadeada pela presença em excesso de fluoreto (ou flúor), e manifesta-se ao nível do esmalte dentário na forma de manchas e/ou defeitos anatómicos. É um problema que pode ser evidenciado logo no bebé, ou em crianças, no caso da fluorose infantil, e pode continuar a evidenciar-se na fase adulta.

Um dos sinais mais evidentes e visíveis da fluorose dentária é a presença de manchas nos dentes que normalmente apresentam uma forma irregular e podem ter várias tonalidades consoante a sua gravidade e intensidade.

É importante consultar o seu médico dentista para controlar o surgimento, ou até acompanhar o desenvolvimento das manchas, pois, nos casos mais severos, poderá mesmo haver irregularidades e perda da estrutura dentária, já que a fluorose torna o esmalte hipomineralizado, mais poroso e friável, e como tal, mais fácil de se desgastar, podendo em alguns casos surgir mesmo surgir mesmo sensibilidade dentária e/ou dor de dentes.

O terceiro fator mais comum é a hipoplasia de esmalte, uma condição caracterizada pela deficiência da formação do esmalte do dente. As manchas que aparecem por causa da hipoplasia são normalmente tratadas com clareamento dentário ou uso de cremes dentais remineralizadores

Outubro 7, 2021

Para manter a saúde dos nossos dentes e gengivas, devemos lavar os dentes no mínimo duas vezes por dia e trocar a escova de dentes a cada três meses. Este período é calculado tendo em consideração a pressão aplicada durante o processo.  Uma escova de dentes muito desgastada ao fim de apenas algumas semanas é sinal de que estamos a aplicar demasiada pressão durante a escovagem. Tenha atenção!

Aguardar mais do que três meses para trocar a escova de dentes pode ter como consequência uma acumulação de bactérias, fungos e vírus. No entanto, há outros indicadores que devemos ter em conta na hora de substituir a escova: o sinal mais simples de o saber está na deformação das cerdas, pois uma escova deformada origina uma higiene deficiente e consequentemente problemas de inflamações da gengivas e cáries.

COVID-19: Depois de se curar de uma infeção, o ideal é trocar imediatamente a sua escova de dentes. A prática é válida tanto para gripes e resfriados quanto para doenças mais graves, como a Covid-19. Isto porque alguns dos vírus e bactérias causadores de doenças podem ficar acumulados nas cerdas da escova.

Existem alguns cuidados que podemos ter para que a escova de dentes se mantenha limpa e eficaz ao longo da sua utilização:

– Higienizar a escova de dentes semanalmente colocando-a durante 30 minutos num copo de água com uma colher de bicarbonato e duas de vinagre.

– Quando estivermos constipados, devemos colocar a escova num antissético oral durante 10 minutos após a utilização.

– Devemos colocar uma tampa na escova de dentes depois de ela estar devidamente seca, para evitar que alguns resíduos em suspensão se acumulem nos cerdos.

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